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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Banco de Dados - Aula 1

Dados são informações sobre um objeto.
Um banco é um depósito.

Assim, um banco de dados é um depósito de informações.

Estudamos bancos de dados para organizar informações de uma forma ideal, que permita sua estruturação regular e a criação ou manipulação de informação.

Usualmente bancos de dados tem relações semânticas ou de finalidade.

Geralmente o banco de dados é criado e gerenciado por meio de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Um SGBD pode adotar um modelo de dados, de forma pura, reduzida ou estendida.Link

Muitas vezes o termo banco de dados é usado como figura de linguagem para o SGBD.

Exemplos de SGBD:

  • PostgreSQL
  • Firebird
  • MySQL
  • Oracle
  • SQL-Server
  • JADE
  • Microsoft Access
  • Microsoft Visual Foxpro

Nosso SGBD nas primeiras aulas será o Microsoft Access, que, para ser mais exato é um SGBDR ou seja um Sistema Gerenciador de Banco de Dados Relacional.

O Modelo Relacional se baseia no princípio de que todos os dados do sistema estarão guardados em tabelas, seguindo a Lógica dos Predicados e a Teoria dos Conjuntos.

O modelo baseia-se em dois conceitos:

  • Entidade - caracterizada pelos dados que são recolhidos na sua identificação, vulgarmente é designada Tabela. A atribuição de valores a uma entidade constrói um Registro (ou Tupla) na Tabela.
  • Relação - determina o modo como cada Registro de cada Tabela se associa a Registros de outras tabelas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Internet Aula 4 - DNS




Definição

O DNS é um sistema de gerenciamento de nomes de domínio, significa Domain Name System.
Nomes de Domínio são expressões usualmente mnemônicas que se referem a algum conteúdo "estacionado" na World Wide Web - por exemplo: http://www.profademirmoreira.blogspot.com/ .







Além disto, um Nome de Domínio define um território virtual sob autoridade de alguém. A forma dos Nomes de Domínio é definida por regras e procedimentos do DNS.








O DNS é o responsável, através de servidores, por transformar a expressão do Nome de Domíno em um endereço do protocolo IP de um servidor na Internet onde o conteúdo desejado será encontrado. A estes servidores chamamos servidores de DNS. O número de endereço IP é uma identidade de 32 bits atribuída a cada máquina que integra a Internet. Este número é composto de 4 octetos - por exemplo: 64.233.163.132.


Um domínio é chamado hostname quanto há ao menos um endereço de IP associado ao nome mnemônico. Hostnames estão sob leis adicionais quanto ao seu formato, além daquelas que regem os Nomes de Domínio.



Sintaxe

Um Nome de Domínio consiste em uma ou mais partes, as quais chamamos rótulos. Estes rótulos são, por convenção, concatenados e separados por pontos.




O domínio top-level (mais alto nível) define o tipo de conteúdo associado ao domínio (comercial, governamental, pessoal, etc.). Usualmente é definido por três letras: .com, .nom, .gov.





A hierarquia decresce da direita para esquerda. Cada rótulo mais a esquerda representa uma subdivisão do rótulo da direita. Por exemplo, o endereço http://www.exemplo.com/ tem duas subdivisões (ou dois subdomínios). O nome "exemplo" que precede imediatamente o .com é um subdomínio do rótulo top-level "com". Da mesma forma www é um subdomínio de exemplo.com.








Esta árvore de rótulos pode ser estruturada com até 126 subníveis, cada um com 63 octetos, totalizando menos de 253 caracteres. Porém, isto não significa que os fornecedores e gerenciadores diretos dos domínios (domain registries) irão permitir exatamente estes limites.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Internet Aula 3 - Google Search

CálculosFazer cálculos no Google é simples. Digite, por exemplo, 2 + 2, 18 * 3, 14 / 8 ou 4 − 3 e veja o que acontece. O Google consegue realizar desde operações básicas até as mais complexas. Basta digitar o tipo de cálculo desejado. Veja a lista:

5 ^ 3 —> faz 5 elevado a 3 (53)
sin(45 degrees) —> faz o seno de 45 ł
tan(45 degrees) —> faz a tangente de 45 ł
cos(45 degrees) —> faz o cosseno de 45 ł
sqrt (90) —> faz a raiz quadrada de 90
ln (13) —> faz o logaritmo base e de 13
log (1,000) —> faz o logaritmo base 10
50! —> faz o fatorial de 50
4th root of 64 —> faz o cálculo da quarta raiz de 64 łł
ł O degrees não é obrigatório. Digite-o somente quando desejar o valor em graus. Sem o degrees, o valor é fornecido em radianos.

łł Para 1, deve-se usar st em vez de th. O mesmo vale para 2, onde deve-se nd e 3, onde deve-se usar rd. Para 4 e os demais números, deve-se usar th.

Você não precisa usar cada operação por vez. E possível criar uma equação. Por exemplo, (14 + 554) * ln(13) / tan(90) + 1. O Google dará como resultado − 729.197942.

[editar] ConversõesÉ possível fazer conversões no Google.

Veja a lista de conversões:

50 miles in km
Faz 50 milhas em quilômetros
10 kg in lb
Faz 10 quilos em libras
30 cm in ft
Faz 30 centímetros em pés
VI in arabic numerals
Transforma VI em número indo-arábico (o que utilizamos hoje em dia)
2004 in roman numerals
Transforma 2004 em números romanos
9 hours in minutes
Transforma 9 horas em minutos
365 days in hours
Transforma 365 dias em horas
Em todos os casos, é possível que você faça as operações de modo contrário. E há outras conversões. Basta saber os nomes das medidas em inglês e experimentar no Google. No lugar dos valores, você pode usar equações. Por exemplo, 10/5+459 in roman numerals. O Google mostrará CDLXI. Outra maneira de fazer este tipo de conversão é escrevendo em formato de pergunta a medida desejada, em inglês, como nos exemplos abaixo:

How many cm are in 40 km?
Quantos centímetros há em 40 km?
How many miles are in 9041 cm?
Quantas milhas há em 9041 centímetros?
How many hours are in 8 days?
Quantas horas há em 8 dias?
[editar] Operadores AvançadosAlgumas dicas que servem para a maiora dos buscadores, incluindo o Google, é usar apenas palavras chaves na sua busca, em vez de buscar, por exemplo, Golpe do Estado busque por Golpe Estado. O Google e alguns poucos outros tem uma melhor vantagem, ele faz um filtro de busca, retirando informações pequenas, como de, da/do, com, dessa forma não é totalmente necessário fazer o filtro manualmente, porém a pesquisa pode se tornar um pouco mais rápida.

Função Exemplo Descrição
Pesquisa Exata "Google Search" Procura pela ocorrência EXATA (com as palavras agrupadas) de Google Search.
Filtrar Resultado Google -Search Filtra o resultado removendo todos os que possuem Search como resultado.
Busca Alternativa Google ( Search OR Groups ) ao invés de OR.
Curingas "Google * tem ótimas opções" Troca o asterisco por uma palavra ou frase desconhecida.
Procurar num Site Google site:pt.wikipedia.org Procura pela palavra Google no site pt.wikipedia.org.
Buscar por tipo de arquivo Google filetype:PDF Procura a palavra Google em arquivos com extensão PDF.
Combinar Informações filetype:PDF site:pt.wikipedia.org Procura por arquivos de extensão PDF no site da pt.wikipedia.org.
Buscando pelo URL inurl:wikipedia Procura wikipedia no URL do site.
Buscando pelo Texto intext:wikipedia Procura pelo texto wikipedia no conteúdo do site, você pode simplificar este uso digitando somente wikipedia.
Buscando Conceitos define:Wikipédia Define a palavra Wikipédia.
Palavras Chaves keyword:wikipedia Procura na METATAG do site por Wikipédia isto algumas vezes podem ser mais funcional.
Cache Cache:www.google.com Vê a página www.google.com em cache.
Titulo intitle:google wikipedia Procura páginas que tenham google e/ou wikipedia no título da página.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aula 2 - Complemento - Internet

Conceitos complementares para a Aula 2

Protocolo - É um padrão, uma espécie de "linguagem", usada para controlar e conectar dois pontos para transmissão de informação. Um protocolo, como linguagem, trata de sintaxe, de semântica e da efetividade da transmissão da informação.

UDP - User Datagram Protocol (UDP) é um protocolo de Rede. O UDP está na camada de transporte, uma camada mais baixa do TCP/IP do que aquela onde encontra-se o HTTP, por exemplo. Não é um protocolo estável, confiável. Ademais o UDP não estabelece conexões.
O UDP pode ser usado, por exemplo, para streaming de áudio ou vídeo.

ARP - Address Resolution Protocol (ARP) é um protocolo da camada de transporte para descobrir endereços da camada mais baixa antes da camada física, como MAC e IP.

Netstat - (Network statistic) é um software que obtem informações sobre as conexões e estatisticas da rede, inclusive as portas UDP e TCP.

Traceroute - Traça o caminho de um pacote através de uma Rede até seu destinatário através do protocolo ICMP. Por causa disto o Traceroute, que detecta até a latência de cada ponto visitado na Rede, é útil também para determinar as causas da lentidão na transmissão de pacotes.

ICMP - Internet Control Message Protocol é um protocolo simples que gera relatórios de erro sobre a transmissão de dados.

Ping - É um software que testa a conectividade entre equipamentos ao enviar pacotes e medir o tempo das respostas.

SMTP - Simple Mail Transfer Protocol (SMTP) é o protocolo padrão para envio de e-mails pela internet.

FTP - File Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Arquivos) é uma forma de acessar, visualizar, e tranferir arquivos e pastas a partir de um computador remoto.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Uma Defesa do Calvinismo - Charles Spurgeon

O Rev. Charles Spurgeon, chamado o Príncipe dos Pregadores por seus reconhecidos dons para expor a Escritura Sagrada e instruir aos servos de Cristo, teve grande influência sobre a primeira geração de Pastores da Igreja fundada pelo Rev. Robert Kalley no Brasil - a saber a primeira igreja Evangélica e Protestante a se estabelecer e permanecer com progresso nas terras de nosso país. Infelizmente a referida igreja caiu, anos mais tarde, sob a influência de uma perniciosa doutrina chamada Darbismo.

Segue um precioso texto do Rev. Charles Spurgeon:

Uma Defesa do Calvinismo
Tradução: Walter Andrade Campelo
É uma grande coisa já começar a vida Cristã crendo em boa e sólida doutrina. Algumas pessoas têm recebido vinte diferentes "evangelhos" neste mesmo número de anos; e quantos mais irão aceitar antes que sua jornada termine é difícil de dizer. Dou graças a Deus por Ele logo cedo ter me ensinado o evangelho, e tenho estado tão perfeitamente satisfeito com ele, que não quero conhecer nenhum outro.
Porque, se eu cresse no que alguns pregam sobre uma salvação temporária, e sem importância, que somente dura por um tempo, eu raramente seria grato por ela, se é que seria; mas quando sei que aqueles que Deus salva, Ele os salva com uma salvação eterna, quando sei que Ele lhes dá uma justiça eterna, quando eu sei que Ele os assenta em uma fundação eterna de amor eterno, e que Ele os trará ao Seu reino eterno, oh, então me admiro, e me surpreendo pelo fato de uma bênção tal como esta tenha, em algum momento, sido dada a mim!
Suponho que haja algumas pessoas cujas mentes naturalmente se inclinam em direção à doutrina do livre-arbítrio. Eu posso somente dizer que a minha se inclina naturalmente em direção à doutrina da graça soberana. Algumas vezes, quando vejo algumas das piores personalidades na rua, eu sinto como se meu coração devesse jorrar em lágrimas de gratidão, porque se Deus me tivesse deixado só e não me tivesse tocado por Sua graça, que grande pecador eu teria sido! Eu teria ido aos extremos do pecado, mergulhado nas maiores profundezas do mal, também não teria reprimido qualquer vício ou loucura se Deus não me tivesse restringido. Eu sinto que eu teria sido o próprio rei dos pecadores, se Deus me tivesse deixado só.
Eu não consigo entender a razão pela qual sou salvo, exceto sobre a base de que Deus queria que isto fosse assim. Eu não posso, se olhar sinceramente, descobrir qualquer tipo de razão em mim mesmo pela qual eu deva ser um participante da graça Divina. Se não estou neste momento sem Cristo, é somente porque Cristo Jesus tem Sua vontade para comigo, e que esta vontade é que eu deveria estar com Ele onde Ele estiver, e que deveria partilhar da Sua glória. Não posso por a coroa em nenhum outro lugar exceto sobre a cabeça Daquele cuja poderosa graça tem me salvado de seguir abaixo para o abismo. Foi Ele que transformou meu coração, e me colocou de joelhos diante de Si.
Posso bem me lembrar da maneira pela qual eu aprendi as doutrinas da graça em um único instante. Nascido, como todos nós somos por natureza, um arminiano, ainda cria nas velhas coisas que tinha ouvido continuamente do púlpito, e não via a graça de Deus. Quando estava vindo a Cristo, pensei estar fazendo aquilo tudo por mim mesmo, e ainda que buscasse o Senhor sinceramente, não tinha idéia de que o Senhor estava me buscando. Não penso que o novo convertido esteja, a princípio, consciente disto. Eu posso relembrar o dia e a hora exatos em que pela primeira vez recebi aquelas verdades em minha própria alma, quando elas foram, como diz John Bunyan, gravadas em meu coração como com um ferro em brasa; e eu posso recompor como me senti quando cresci repentinamente de um bebê para um homem que havia feito progressos no conhecimento das Escrituras, por ter encontrado, de uma vez por todas, a chave para a verdade de Deus.
Em uma noite de um dia de semana, quando estava sentado na casa de Deus, não estava pensando muito sobre o sermão do pregador, porque não cria nele. Um pensamento me tocou: "Como você veio a ser um Cristão?" Eu vi o Senhor. "Mas como você veio a buscar o Senhor?" A verdade lampejou por minha mente em um momento, eu não poderia tê-lo buscado a menos que tivesse havido alguma influência prévia em minha mente para me fazer buscá-Lo. Eu orei, pensei eu, mas quando perguntei a mim mesmo, como eu vim a orar? Fui induzido a orar pela leitura das Escrituras. Como eu vim a ler as Escrituras? Eu as havia lido, mas o que me levou a assim proceder? Então em um instante, eu vi que Deus estava na base disto tudo, e que Ele foi o Autor da minha fé, e assim toda a doutrina da graça se tornou acessível a mim, e desta doutrina eu não me afastei até hoje, e desejo fazer desta, a minha confissão perpétua: "Eu atribuo minha conversão inteiramente a Deus".
Certa vez compareci a um culto aonde o texto veio a ser: "[Ele] escolherá para nós a nossa herança"1 e o bom homem que ocupou o púlpito era mais do que apenas um pouco arminiano. Por esta razão, quando começou, ele disse: "Esta passagem se refere inteiramente à nossa herança temporal, não tem nada a ver com nosso destino eterno, porque", disse ele, "nós não queremos que Cristo faça por nós a escolha do Céu ou do inferno. Isto é tão claro e direto, que cada homem que tenha um grão de senso comum irá escolher o Céu, e nenhuma pessoa será tão desajuizada que escolha o inferno. Não temos qualquer necessidade de alguma inteligência superior, ou de qualquer grande Ser, para escolher Céu ou inferno por nós. Isto é deixado para o nosso próprio livre-arbítrio, e temos bastante sabedoria dando-nos meios suficientemente corretos para julgar por nós mesmos," e, portanto, como ele muito logicamente inferiu, não há necessidade de Jesus Cristo, ou de qualquer outro, fazer a escolha por nós. Nós podemos escolher a herança por nós mesmos sem qualquer assistência. "Ah!" eu pensei, "mas, meu bom irmão, pode ser mesmo verdade que nós podemos, mas penso que precisamos querer algo mais que o senso comum antes que possamos escolher corretamente".
Primeiro, deixe-me perguntar, não devemos todos nós admitir uma soberana Providência, e a designação da mão do SENHOR, como os meios através dos quais nós viemos a este mundo? Aqueles homens que pensam que, depois de tudo, nós somos deixados ao nosso próprio livre-arbítrio para escolher este ou aquele para direcionar os nossos passos, deve admitir que nossa entrada neste mundo não aconteceu por nossa própria vontade, mas que Deus teve, naquela hora, que escolher por nós. Que circunstâncias foram aquelas, sob de nosso controle, que nos direcionaram a eleger certas pessoas como sendo nossos pais? Tivemos nós alguma coisa a ver com isto? Não foi o próprio Deus que determinou nossos pais, nosso local de nascimento, e amigos?
John Newton costumava contar uma parábola sobre uma boa mulher que, de modo a provar a doutrina da eleição, dizia: "Ah! meu caro, o Senhor deve ter me amado antes de eu nascer, ou caso contrário Ele não teria visto nada em mim para amar depois". Estou certo que é verdade no meu caso; Eu creio na doutrina da eleição, porque estou bem certo que, se Deus não me tivesse escolhido, eu nunca O teria escolhido; e tenho certeza que Ele me escolheu antes de eu nascer, ou caso contrário Ele nunca teria me escolhido depois; e Ele deve ter me eleito por razões desconhecidas por mim, porque eu nunca pude encontrar qualquer razão em mim mesmo pela qual Ele devesse me olhar com especial amor.
Se seria admirável ver um rio brotar da terra já crescido, tanto mais seria olhar pasmado para uma vasta fonte da qual todos os rios da terra saíssem borbulhando de uma só vez; um milhão deles nascendo em um só nascimento? Que visão haveria de ser! Quem pode concebê-la. E ainda assim o amor de Deus é aquela fonte, formando cada um dos rios de misericórdia, os quais têm sempre satisfeito nosso povo com todos os rios de graça durante o tempo, e de glória depois de subirem. Minh'alma, permaneça naquele manancial sagrado, e adore e exalte para todo o sempre a Deus, nosso Pai, que tem nos amado! Bem no início, quando este grande universo estava na mente de Deus, como florestas não nascidas na semente do carvalho; muito antes que os ecos acordassem os ermos; antes que as montanhas fossem geradas; e muito antes que a luz rompesse pelo céu, Deus amou estas criaturas escolhidas. Antes que houvesse qualquer ser criado, quando o éter ainda não havia sido agitado pelas asas do anjos, quando o próprio espaço ainda não tinha existência, quando não havia nada exceto Deus somente, mesmo então, naquela solidão de Deidade, e naquela penetrante quietude e profundidade, Seu coração se moveu com amor por seus escolhidos. Seus nomes estavam escritos em Seu coração, e então eram eles queridos de Sua alma. Jesus amou Seu povo antes da fundação do mundo, mesmo da eternidade! E quando Ele me chamou por Sua graça, me disse: "Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí"2.
Se qualquer um me perguntasse o que eu entendo por um Calvinista, eu responderia: "Ele é alguém que diz: Salvação do Senhor". Eu não consigo encontrar nas Escrituras nenhuma outra doutrina além desta. É a essência da Bíblia. "Só ele é a minha rocha e a minha salvação"3. Me diga qualquer coisa contrária a esta verdade, e será uma heresia; diga-me uma heresia, e eu acharei sua essência aqui: que ela se afastou desta grande, desta fundamental, desta firme verdade, "Deus é minha rocha e minha salvação".
Qual é a heresia de Roma, além da adição de algo aos perfeitos méritos de Jesus Cristo, o acréscimo de obras da carne, para auxiliar em nossa justificação? E qual é a heresia do arminianismo além de adicionar algo à obra do Redentor? Cada heresia, se trazida à pedra de toque, irá se descobrir aqui.
Eu tenho minha própria opinião particular de que não há tal coisa como pregar Cristo e Ele crucificado, a menos que nós preguemos que nos dias de hoje isto é chamado de Calvinismo. É um apelido chamar a isto de Calvinismo; o Calvinismo é o evangelho, e nada mais. Eu não creio que podemos pregar o evangelho, se não pregarmos a justificação pela fé, sem obras; nem sem pregarmos a soberania de Deus e Sua dispensação de graça; nem sem exaltarmos a eleição, pelo inalterável, eterno, imutável, conquistador amor do SENHOR; nem penso que podemos pregar o evangelho, a menos que o baseemos sobre a especial e particular redenção de Seu povo eleito e escolhido o qual Cristo formou sobre a cruz; nem posso eu compreender um evangelho que deixa santos decaírem após serem chamados, e sujeitar os filhos de Deus a serem queimados no fogo da condenação após terem uma vez crido em Jesus. Tal evangelho eu abomino.
Não há alma viva que defenda mais firmemente as doutrinas da graça que eu, e se algum homem me pergunta se porventura me envergonho de ser chamado Calvinista, respondo que eu não quero ser chamado de nada além de Cristão; mas se você me perguntar, eu defendo a visão doutrinária que foi defendida por João Calvino, eu replico, estou no centro de sua defesa, e estou feliz por professá-la.
Mas, longe de mim, sequer imaginar que Sião não contém nada além de Cristãos Calvinistas dentro de seus muros, ou que não há ninguém salvo que não defenda nossa visão. Creio que há multidões de homens que não conseguem ver estas verdades, ou, pelo menos, não conseguem vê-las do modo em que nós as colocamos, mas que não obstante, têm recebido a Cristo como seu Salvador, e são tão queridos do coração do Deus de graça como o mais ruidoso Calvinista dentro ou fora do Céu.
Frequentemente é dito que estas doutrinas nas quais nós cremos têm uma tendência de nos levar ao pecado. Eu tenho ouvido isto ser declarado muito positivamente: que aquelas grandes doutrinas que amamos, e que encontramos nas Escrituras, são licenciosas. Não sei quem terá a audácia de fazer esta afirmação, quando considerar que os mais santos dentre os homens têm crido nelas. Pergunto ao homem que se atreve a dizer que o Calvinismo é uma religião licenciosa, o que ele pensa do caráter de Agostinho, ou de Calvino, ou de Whitefield, que em sucessivas eras foram grandes expoentes do sistema da graça; ou o que diria dos Puritanos, cujas obras estão cheias delas? Se um homem tivesse sido um Arminiano naqueles dias, teria sido considerado o mais vil herege vivente, mas agora nós somos vistos como hereges, e eles como ortodoxos.
Nós temos retornado à velha escola; nós podemos traçar nossa linhagem desde os apóstolos. É aquele veio de livre-graça, correndo através da pregação de Batistas, os quais nos têm salvado como denominação. Não é por isto que nós não podemos permanecer onde estamos hoje. Nós podemos correr uma linha dourada até o próprio Jesus Cristo, através de uma santa sucessão de vigorosos pais, todos os quais defenderam estas gloriosas verdades; e podemos perguntar a seu respeito: "Onde você encontraria homens melhores e mais consagrados no mundo?". Nenhuma doutrina é tão planejada para preservar o homem do pecado quanto a doutrina da graça de Deus. Aqueles que a têm chamado de "doutrina licenciosa" não sabem nada a seu respeito. Coisas pobres da ignorância, eles mal souberam que seu próprio material ruim foi a mais licenciosa doutrina sob o céu. Se eles conhecessem a graça de Deus em verdade, eles logo iriam ver que não houve nada que preservasse mais da queda que o conhecimento de que somos eleitos de Deus desde a fundação do mundo. Não há nada como a crença na perseverança eterna, e na imutabilidade da afeição de meu Pai, que possa me manter mais perto Dele, pela simples razão da gratidão. Nada faz um homem mais virtuoso que a crença na verdade. Uma mentira doutrinária irá logo produzir uma prática mentirosa. Um homem não pode ter uma crença errada sem em algum momento futuro ter uma vida errônea. Eu creio que uma coisa naturalmente leva à outra.
De todos os homens, os que têm a mais desinteressada piedade, a mais sublime reverência, a mais ardente devoção, são aqueles que crêem que são salvos pela graça, sem obras, através da fé, e não de si mesmos, a qual é dom de Deus.4
Os Cristãos devem ter cautela, e ver que isto sempre é assim, a fim de que por quaisquer meios Cristo não seja novamente crucificado, e exposto ao vitupério5.

1 Salmo 47:42 Jeremias 31:33 Salmo 62:64 Efésios 2:8-95 Hebreus 6:6

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

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